domingo, 1 de março de 2009

Relembrando Lendas Lendárias: O Jogo da Vida

Quando logo quando comecei a jogar RPG eu tinha um grupo digamos um pouco rebelde, logo nas primeiras vezes que jogávamos, era tudo normal, faziam todas as tarefas designadas no jogo e colaboravam para o bom andamento da partida, depois de algum tempo eles desenvolveram o péssimo hábito de não colaborara com as paridas, só aceitavam seguir o solicitado pela história se fossem obrigados a tal, como castigo físico, divino o que eu estivesse com vontade de fazer.

Por causa desses pequenos infortúnios, criei o que chamei o jogo da vida, simplesmente uma tabela com diversos defeitos físicos, que era decidido aleatoriamente quando o personagem do sujeito, alcançava pontos de vida negativo.

EX: o personagem Joãozinho, decidi que não irá fazer o que aquele velho muribundo pediu na hora da sua morte, e resolve sair pela cidade para dar um paquerada nas gatinhas, e ficar de pernas pro ar, no começo tudo bem ele da uma xavecada em uma e outra garota consegue o que quer, só que não quer voltar para o andamento da aventura. O que fazer então? 

O mestre para tentar salvar a aventura do dia inventa que as meninas em que o Joãozinho estava paquerando tinham uns irmão super overpowers que querem vingança e vão atrás dele, como era de se esperar o Joãozinho toma uma surra daquelas (como castigo, quase divino) mas não pode morrer para a aventura continuar, então eu usava o incrível jogo da vida quando ele, chegasse a morrer se fosse um jogo convencional (claro que existia a possibilidade do personagem morrer mesmo, porque existia a opção morte nos dados e as vezes acontecia) mas sobrevivia com uma seqüela terrível do combate, puxando de uma perna, cego de um olho,com alguma paralisada, enfim uma série de seqüelas.

Mas o interessante não era a surra que o personagem tomava, o interessante era que todos do grupos davam boas risadas com as seqüelas e embaraços que o personagem sofria, até chegar o ponto em que essa tabela foi adotada para todas as situações em que os personagens quase morriam, tornando o jogo muito engraçado com as seqüelas que os personagens tinham ao longo de muitas aventuras, esse sistema foi tão marcante para o grupo que todos os jogadores que, mestravam uma aventura em qualquer sistema, o adotaram como tabela para determinar se os personagens estavam mortos ou não.

Claro que o bom senso sempre existia, alguns casos não era permitido o uso da tabela, e as seqüelas no decorrer das aventuras eram retiradas através de penitências que os personagens deviam fazer para cobrir as suas burrices e estupidez. 

Como na vez em uma campanha futurista em que um personagem foi obrigado a adaptar uma câmera de vídeo na cabeça porque tinha perdido a visão dos dois olhos no jogo da vida, mas essa é outra história.

Esse sistema pode parecer um pouco estranho para quem esta lendo este post, o jogador ter um personagem que dificilmente morre, pode parecer um pouco apelativo para alguns, mas se usado munido de bom senso pode ser uma ferramenta interessante para aquele personagem importante para a aventura e faz algo estúpido que causaria a sua morte.

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