sábado, 10 de outubro de 2009

Kit Personagem Atirador

O Atirador Para 3D&T


O Atirador tanto pode ser um assassino especializado, um arqueiro medieval ou um agente da lei bem treinado. Porêm ele quase nunca erra o alvo!

Alguns heróis não apenas se especializam em armas de ataques à distância, como também transformaram essa habilidade em um modo de vida. O Atirador é o artista do tiro, aquele que se tornou uno com sua arma, e com ela é capaz de acertar qualquer coisa, sendo exímio e mortal...

Devido a seu tipo de combate, o Atirador prefere se manter à distância de seus oponentes ou até mesmo escondido, esperando o melhor momento para atacar.

Valores altos em Poder de Fogo e Habilidade favorecem um personagem Atirador.


Papel de Combate: Atacante

Exigências: PdF1 ; Furtividade (de Crime), Tiro Carregável


Atirador: se o Atirador tiver a vantagem Tiro Múltiplo, seu custo em PMs cai pela metade (arredondado para cima). Portanto, cada dois ataques (incluindo o primeiro) custam 1PM.

Trespassar: se o Atirador tiver o Ataque Especial Tiro Penetrante, seu custo em PMs cai pela metade (arredondado para cima). Portanto, cada dois ataques (incluindo o primeiro) custam 1PM.

Invisibilidade Aprimorada: Se o Atirador possuir a vantagem invisibilidade, eu custo em PMs cai pela metade (arredondado para cima). Portanto, cada dois  turnos usando a invisibilidade custam 1PM.
 

Ataque Especial Progressivo: Se o Atirador possuir a vantagem Ataque Especial, pode comprar mais este complemento.

Ataque Especial Progressivo (varíável)

Devido ao seu constante treinamento você sempre esta melhorando o seu Ataque Especial e desenvolvendo tecnicas que o torne mais poderoso.

Ataque Especial 1 (10 Pts): +3 FA requisitos Ataque Especial.Custo 2 PMs.
Ataque Especial 2 (20 PEs): +5 FA requisitos Ataque Especial 1.Custo 4 PMs.
Ataque Especial 3 (30 PEs):+7 FA requisitos Ataque Especial 2. Custo 6 PMs.
Ataque Especial 4(40 PEs): +9 FA requisitos Ataque Especial 3. Custo 8 PMs.
Ataque Especial 5(50 PEs):+11 FA requisitos Ataque Especial 4. Custo10 PMs.

Cada ataque tem como pre-requisito todos os anteriores.

Mesmo após comprar todos os ataques, você ainda pode usar os antigos ( que custão menos) sempre que quiser.

O Atirador só pode escolher este tipo de Ataque especial para o PdF.


Regras para a aquisição dos KITs de Personagem


− Adquirindo um novo poder: O primeiro poder é adquirido assim que se adota um Kit. Para se adquirir um segundo, paga-se um ponto. Ou seja, se você é um Monge e escolhe Grito de Kiai como primeiro poder, saiu de graça (desde que cubra os pré-requisitos). Um tempo depois, você escolhe adotar o segundo poder, Alma de Aço, este custará 1 ponto. Se depois, você quiser adotar o Ataque Múltiplo Aprimorado terá de pagar 2 pontos. Se o Kit ter mais opções, deverá continuar a progressão.

− Adquirindo um novo Kit: Para os Kits, a idéia é a mesma dos poderes. Mas é bom lembrar que se você tiver dois Kits, para se adquirir um poder novo, conte a partir do Kit: Ou seja, temos um Alquimista/Swashbuckler com Círculo Único [Cegueira] e Círculo Único [Bola de Fogo] de Alquimista e Panache de Swashbuckler. Se ele quiser adquiri um novo poder de Alquimista, ele pagará 2 pontos, se quiser um novo de Swashbuckler, ele pagará 1.

Fonte das regras: Preview do manual do aventureiro Alfa


Uma Breve história sobre os Atiradores



A figura do atirador de elite não é uma criação moderna. Na verdade desde os tempos mais remotos, da época das primeiras lanças, fundas e do uso primitivo da camuflagem o homem tentava explorar a sua capacidade de furtivamente superar os seus oponentes fosse na caça ou na guerra.

Eles receberam as mais variadas denominações durante a sua história entre elas franco-atirador (Traduzido do francês "franco-tireur" como literalmente "atirador livre" e originário da Guerra Franco-Prussiana de 1870-71, "franco-atirador" era o termo que descrevia os civis lutaram com suas armas de fogo contra o inimigo e não estavam sujeitos as regras da guerra), atirador de escol, atirador de elite e hoje são comumente chamados de snipers.

Alguns dizem que o termo "snipers" surgiu no século XIX com o Exército britânico na Índia. Lá existia um pequeno e ágil pássaro chamado snipe, que se alimentava de insetos no solo, e se constituía um alvo difícil para qualquer caçador. O atirador para acertá-lo tinha que ser realmente muito bom e aqueles que conseguiam eram chamados de snipers (de snipe, e killer, na forma contraída).


A ação de soldados que operam isolados ou em pequenos grupos bem fundo no território inimigo para colher informações e fustigar o inimigo não é novidade. Os gregos, romanos e assírios entre outros povos antigos empregavam arqueiros para aumentar a extensão do alcance de suas tropas e para explorar o efeito surpresa dos tiros de precisão.

Os exércitos europeus repartiam entre suas tropas arqueiros e balestreiros, para fornecer uma combinar mortal de tiros de precisão durante as batalhas. A partir do surgimento da pólvora, seguido das armas de menor porte permitiu que atiradores acurados (muitos originalmente caçadores) encontrassem naturalmente o seu lugar no campo de batalha. Conta-se que Leonardo da Vinci, usando uma arma projetada por ele próprio, foi franco-atirador ao lado dos florentinos que resistiam à investida do Sacro Império Romano.


Muitos acreditam que a figura do atirador de elite usando armas de fogo surgiu mesmo com caçadores americanos no período colonial. Ele usava o rifle de antecarga tipo " kentucky " de cano raiado que lhe dava precisão considerável. O problema da pólvora negra, comum na época, era minimizado pois esses caçadores inventaram algo chamado "calepino" que não é nada mais do que um pedaço de pano muitas vezes absorvido em saliva que embrulhava a bala esférica de chumbo. Este "calepino" permitia se colocar uma bala de tamanho bastante menor que o cano e em troca, cada tiro, quando disparado, limpava o cano.


Esses homens se vestiam com roupas de couros e com sapatos mocassins. Tal vestimenta copiada dos nativos americanos dava ao caçador maior agilidade em seus momentos. Esse caçadores tinham larga experiência de combate usando pesados fuzis de caça contra os índios.

Quando estourou a guerra de independência os caçadores americanos foram bem usados contra os "casacos vermelhos". Na verdade o soldado inglês estava em desvantagem contra os atiradores americanos. Os ingleses usavam mosquetes de cano liso que as vezes nem chegavam a distância de tiro útil contra os americanos, que usavam armas com alcance e precisão superiores. é importante saber a precisão a longa distância sempre foi de fundamental importância para a sobrevivência desses caçadores em um terra selvagem e repleta de índios.

A questão do alcance dos mosquetes ingleses se deve mais a questões táticas do que técnicas. Nas colônias americanas os ingleses lutaram usando as táticas de combate européias em que batalhões inimigos avançavam um contra o outro como uma massa compacta, ombro com ombro. Se colocar diante dessa massa e fazer pontaria contra ela era quase suicídio, pois só se mataria alguns soldados e a qualquer momento a massa compacta que não parava se avançar dispararia contra você uma barragem mortal de chumbo. A lógica ditou então que a coisa mais satisfatória era criar uma outra cortina de chumbo a mais densa possível no menor tempo.

O avanço assim era esmagador para o inimigo. É bem conhecido que a pólvora negra deixa resíduos no cano, maior quando é raiado e menor quando é plano, razão por que os rifles ingleses eram planos e permitiam realizar quatro tiros em 15 segundos, nas mãos de um soldado treinado, algo realmente surpreendente. O rifle inglês era por excelência o denominado "Brown Bess" de calibre .75.

Porém na guerra de independência os caçadores americanos não iam para campo aberto, onde estavam em desvantagem e sim preferiam lutar nas florestas. Dotados de rifles que lhe permitiram atirar à distância com precisão e com mesma efetividade, eles podiam proteger suas vidas. A vestimenta permitiu-lhe se mover com agilidade e ir até as árvores ou rochas, atirar, correr, esconder-se e atirar novamente. Para isto os caçadores tinham aprendido a ocultar-se na natureza, o que inclui o fator surpresa graças à camuflagem natural.



A tática de usar atiradores de elite não ficou restrita aos americanos e não demorou muitos anos para que outros exércitos, especialmente os europeus, criassem suas próprias unidades de atiradores de elite.
Atiradores de elite foram usados pelos franceses comandados por Napoleão e por forças da resistência contra as invasões francesas.

O Brasil usou atiradores de elite alemães, que eram emigrantes ou contratados, na Guerra contra Rosas e Oribe (1851-52), especialmente contra Rosas em Monte Caseros em 2 de fevereiro de 1852. Existiam cerca de 100 atiradores que foram espalhados entre as unidades brasileiras de Infantaria e armados de moderníssimos fuzis Dreyse de agulha que soldados alemães haviam usado na reunificação da Alemanha. Ele foram comandados pelo Capitão Francisco José Wildt da Guarda Nacional de São Leopoldo .Com eles os artilheiros de Rosas foram caçados por terem se postado dentro do alcance útil dos fuzis Dreyse que conseguiram surpresa tática e assim o rompimento da posição de Artilharia por onde penetraram os cavaleiros brasileiros do 2o Regimento de Cavalaria ao comando do intrépido Tenente Coronel Manoel Luiz Osório ,o futuro Marques do Herval .Estes alemães passaram a história como os brummer (significando rezingões?).

Primeira Guerra Mundial


Mesmo sendo uma prática militar já usual no inicio do século XX, as nações européias só vieram a utilizar largamente atiradores de elite a partir da Primeira Guerra Mundial. Na verdade este foi o primeiro conflito em que esta modalidade de combatente foi grandemente utilizada.

Alemães, ingleses, franceses, australianos, americanos e turcos entre outros, usaram largamente suas novas unidades de atiradores de elite neste conflito, pois as características da “guerra das trincheiras” favoreciam os disparos de longo alcance e a imobilidade do atirador.
Foram os alemães que usaram os primeiros snipers especialmente treinados para a função.

O inglês Hisketh Pritchard criou a primeira escola aliada de atiradores de elite durante a Primeira Guerra, no Reino Unido, onde atiradores britânicos e americanos treinavam juntos. Muitos civis belgas usaram suas armas de fogo na função de "franco-atiradores" contras as forças invasoras alemãs em 1914. Atiradores turcos cobraram um alto tributo as tropas aliadas em Gallipoli.


Em uma quinzena da guerra de trincheira em dezembro de 1915, as tropas britânicas sofreram 3.285 baixas. Aproximadamente 23% destas baixas estavam relacionadas com ferimentos na cabeça, face e pescoço.
É uma suposição considerável que um grande número destas baixas foram causadas por um sniper. Isto certamente gerava nos soldados aliados um tremendo efeito psicológico relacionado com a insegurança e um desejo de ficar no fundo de sua trincheira em vez de estar participando de ataques de infantaria.


Qualquer um que coloca-se a cabeça para fora era um alvo. Mas com o tempo os atiradores ficaram mais seletivos (oficiais principalmente), pois se a sua posição fosse descoberta ela seria saturada com um impiedoso bombardeiro. Por isso os alvos deveriam valer a pena serem abatidos.
Quando os atiradores era feitos prisioneiros deviam esperar pouca misericórdia do inimigo, pois normalmente o atirador fazia vítimas também entre os soldados que não estavam diretamente envolvidos com ações de combate.
Muitos civis belgas funcionaram como franco-atiradores durante os primeiros meses de guerra. Já nesta época os atiradores operavam em pares. Os atiradores de elite serviam normalmente sob oi comando do QG de um batalhão.


Durante a Primeira Guerra Mundial, o Exército britânico encontrou atiradores alemães equipados com capas de camuflagem e rifles especiais com visões telescópicas. Os alemães colocaram telescópios em seus fuzis G98.

Os snipers alemães forçaram o Exército britânico a empregar as mesmas técnicas. Ao final da guerra, os britânicos puderam superar os alemães no seu próprio jogo.

Muitas das armas usadas pelos atiradores no inicio da guerra era rifles de caça para elefantes, que depois foram substituídos por rifles standard adaptados para a função. Também nesta guerra foram treinados atiradores para servirem em ações countersnipes.

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